Reportagem criada por IAA Floresta Nacional do Araripe (Flona do Araripe), encravada no topo da Chapada do Araripe no sul do Ceará, consolida-se ano após ano como o principal polo de extrativismo de pequi (Caryocar coriaceum) da Região Nordeste. A produção nativa da região ultrapassa as 4 mil toneladas anuais, movimentando a economia local e transformando a paisagem do Cariri cearense durante os primeiros meses do ano.
Economia Viva na Mata Nativa
Diferente das plantações comerciais de caráter intensivo, a colheita na Flona do Araripe acontece de forma estritamente extrativista e sustentável. Centenas de famílias de catadores dependem diretamente das árvores nativas para garantir o sustento.
- Período da Catação: O ciclo se inicia com a quadra chuvosa, estendendo-se de janeiro até meados de maio.
- Geração de Renda: Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a comercialização do fruto injeta valores expressivos na economia regional do Sul do Ceará.
- Diversificação do Produto: Embora o pequi fresco (in natura) domine as feiras livres, o beneficiamento do fruto fortalece a cadeia produtiva. A extração do óleo de pequi e a produção artesanal de licores, doces, molhos e farinhas dão o tom da culinária e cultura caririense.
Sustentabilidade e o Papel das Comunidades
Por ser uma Unidade de Conservação gerida pelo
ICMBio, o manejo do pequi exige equilíbrio. Para assegurar que o "ouro do Cariri" não desapareça, os próprios catadores atuam em parceria com a coordenação da Flona: parte das amêndoas extraídas é doada para a criação de novas mudas, garantindo o reflorestamento contínuo dos piquizeiros.
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